Em cartaz no CNJ, exposição revela o que permaneceu após o fim da epidemia de Zika
A história da epidemia do vírus Zika não terminou quando os boletins epidemiológicos deixaram de ser publicados. Dez anos após a crise que colocou o Brasil no centro de uma emergência global de saúde pública, a exposição [ainda] reúne fotografias, relatos, linha do tempo e objetos pessoais para contar o que veio depois: a trajetória de mulheres e famílias que transformaram o cuidado em rotina e a resistência como força para continuar seguindo.
Aberta ao público até 12 de junho, no hall do auditório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, a mostra apresenta um retrato sensível das experiências de mulheres de Alagoas impactadas pela epidemia. As memórias preservadas em objetos que fizeram parte dos enxovais de bebê e do acervo das famílias convidam visitantes a percorrer histórias marcadas por afeto e resiliência.
“Abrir espaço para esta mostra é também abrir espaço para vozes que historicamente foram pouco ouvidas nos ambientes institucionais. São histórias que nos convidam a refletir sobre memória, cuidado e cidadania”, explica a juíza auxiliar da presidência do CNJ Camila Pullin.
O título [ainda] traduz a essência da exposição. Entre colchetes, a palavra remete àquilo que permanece mesmo quando a atenção pública dedicada a uma emergência sanitária acaba. A mostra propõe uma reflexão sobre o tempo do cuidado, a construção de redes de apoio e a busca por direitos e políticas públicas.
Resultado de uma construção coletiva entre pesquisadoras, artistas e mulheres impactadas pela epidemia, com curadoria da antropóloga e professora Débora Diniz, a exposição integra o projeto internacional After the End. A iniciativa é liderada pela Anis – Instituto de Bioética e pela Associação de Famílias de Anjos do Estado de Alagoas (AFAEAL), em diálogo com o Comitê Mulheres e Memórias. Para a temporada em Brasília, a mostra conta com o apoio do CNJ.
Serviço
Exposição [ainda]
Visitação: Até 12 de junho de 2026
Horário: Segunda a sexta-feira, das 12h às 18h
Local: Hall do Auditório do Conselho Nacional de Justiça (SAF Sul, Quadra 2, Lotes 5/6, Bloco F — Brasília, DF)
Texto: Lali Mareco
Edição: Sâmia Bechelane
Revisão: Gabriela Amorim
Agência CNJ de Notícias
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